As crianças e o medo...
O medo faz parte do desenvolvimento da criança, acredite até que o medo é fundamental para o seu desenvolvimento, pois é através do medo que a criança desenvolve a estabilidade emocional e é também quando o corpo começa a enviar sinais de alerta fazendo assim com que a criança amadureça de forma saudável. A falta do medo faz com que a criança se exponha a risco sérios, colocando em risco até sua própria vida. O ideal é sempre buscar o equilíbrio.
Mas quando o medo de tudo e qualquer coisa é exagerado, os pais devem prestar mais atenção nos detalhes do dia a dia da criança, uma vez li que é preciso ajudar “a criança a identificar o medo ‘amigo’ e o medo ‘inimigo’. O primeiro medo que é o medo amigo ela deve obedecer, e o segundo que é o medo inimigo ela deve desobedecer.” Difícil ne? Mas eu compreendi assim, que o eu devo mandar no medo e não o medo que deve mandar em mim.
Alguns medos são criados e estimulados pelos adultos que dizem: “não va aí porque tem um bicho” quando poderia dizer: “não va aí porque é perigoso e você pode se machucar”
O medo em excesso e sem fundamento é muito serio, pois bloqueia o desenvolvimento da criança, causando reações fisiológicas como suor nas mãos, descontrole para fazer xixi, diarréia ou dor na barriga entre outros sintomas como falta de autonomia, medo de se socializar com outras crianças e até mesmo com os adultos, agressividade ou inibição, o medo de ser abandonado, o medo da morte. Crianças de 4 a 6 anos normalmente não apresentam medo da morte ou de serem abandonadas, quando esse medo se manifesta de forma excessiva acompanhada de outras características citadas no texto é necessário que seja identificado a partir de quando e porque a criança começou a ter tanto medo. Se fugir do controle dos pais é necessário a ajuda de um bom profissional para que a criança supere o medo excessivo e passe a conviver apenas com os medos que são importantes para o seu desenvolvimento.
Toda criança tem o direito de explorar o mundo em que vive, de ter alguém que lhe explique de forma dinâmica e criativa o medo amigo e o medo inimigo.
Existe uma tabela que corresponde ao medo e a idade de cada criança, sei que cada criança é única, mas a tabela foi desenvolvida através de muitas pesquisas (depois posto ela aqui, porque ela está entre meus arquivos em CD)
Eu acredito mesmo que a proteção dos pais seja fundamental, transmitindo segurança... sabe qual é o melhor momento de saber o que aflige uma criança? Na hora de dormir, um chamego de mãe, uma conversa descontraída sobre o dia, sobre as coisas, sobre situações.
Acabei de achar num site idéias legais para abstrair o medo:
Como lidar com o medo infantil
Por Giuliano Agmont
- Dê atenção, questione e estimule a criança a enfrentar o medo irreal (ou inimigo): ela encontrará sozinha uma solução para suas fantasias. Exemplo: a sombra na parede pode se transformar em uma aliada no confronto dos medos (em vez de causá-los).
- Não gaste tempo demais falando sobre o assunto para evitar que a criança fique ainda mais ansiosa. Mude de tópico, distraia.
- Fale a verdade sobre os medos reais (ou amigos) para que a criança construa noções de perigo. Exemplo: ela tem de saber que escadas, piscinas e animais presos representam riscos. Mas faça isso sem aterrorizá-la.
- Brinque com seu filho e entre na fantasia dele (a do bicho-papão, por exemplo): experiências lúdicas ajudam os pequenos a lidar com seus anseios.
- Bonecos e brinquedos treinam a criança para a vida. Os pequenos costumam representar em brincadeiras o sentimento de medo frente a uma situação real, como a ida a um hospital.
- Avalie a intensidade do medo e fique atenta para o limite da normalidade, que é a rotina saudável de vida.
- Faça a apresentação formal das pessoas para que a criança saiba que aquele estranho tem autorização do pai para se aproximar. É verdade que nem sempre isso funciona. Nesse caso, é preciso ter paciência e saber dar tempo ao tempo. Essa fase passa. Mas é importante não confundir o choro da criança que fica sem a mãe a semana inteira e não quer largar o colo no fim de semana do choro de medo de estranhos.
- Ofereça objetos para ela se sentir mais segura, principalmente na hora de dormir sozinha. São os chamados objetos transicionais, que reduzem a ansiedade da criança durante a passagem da vida desperta para o sono. Pode ser o famoso ursinho, o naná, a boneca e até a mantinha. O importante é que ele tenha algo familiar à mão para enfrentar os temores na hora de dormir.
- Jamais use o medo da criança como meio de poder: além de cruéis, ameaças de deixar o filho sozinho ou no escuro reforçam o medo inimigo.
Seu filho tem medo de que?